quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A IMPORTÂNCIA DA LITURGIA NA IGREJA





 
“Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus!" (Mt 4,4)

Nós, cristãos, herdamos da tradição judaica o costume de ler e orar a Palavra de Deus. O próprio Jesus, no Templo, desde pequeno, já ensinava a Palavra de Deus (Lc 2,41-52); e nas sinagogas, aos sábados, rezava salmos e lia trechos da Sagrada Escritura, que apontavam a chegada do Reino de Deus (Lc 4,15-22).


Quando reunidos em comunidade, os primeiros cristãos lembravam as palavras e os gestos de Jesus, sua morte e ressurreição, a vinda do Espírito Santo; davam graças a Deus, oravam e se alegravam. A cada reunião tentavam compreender tudo aquilo que havia acontecido com Jesus, e os sinais que estavam acontecendo com eles no dia-a-dia da missão.

Na história da liturgia da Igreja Romana, em parte do 2o milênio, as Sagradas Escrituras deixaram de ser lidas nas celebrações litúrgicas. O povo não tinha mais acesso à Palavra de Deus, sendo evangelizado através dos “sermões” e das lendas religiosas acerca da vida dos santos e do Santíssimo Sacramento. A recitação do rosário e a prática das novenas mantiveram a fé cristã viva por vários séculos.

Foi o Concílio Vaticano II, através da Constituição Conciliar “Sacrosanctum Concilium” sobre a Sagrada Liturgia, que devolveu à Santa Missa e às outras celebrações litúrgicas o lugar privilegiado da Palavra de Deus: “Na celebração litúrgica é máxima a importância da Sagrada Escritura. Pois dela são lidas as lições e explicadas na homilia e cantam-se os salmos. É de sua inspiração que surgiram as preces, orações e hinos litúrgicos...; é necessário que se promova aquele suave e vivo afeto pela Sagrada Escritura...” (SC 24).


Hoje, dois mil anos depois, também nós, discípulos, continuamos nos reunindo em comunidade, ouvindo as palavras de Jesus, tentando compreender, com a ajuda do Espírito Santo, o que está acontecendo e buscando uma palavra de vida para nós mesmos, para a comunidade, para a sociedade e para o mundo. Na verdade, Deus continua nos falando hoje.

A Liturgia da Palavra é semelhante a um diálogo entre duas pessoas: Deus e seu povo, Jesus e sua comunidade reunida no Espírito Santo. É o diálogo da Aliança (Êx 19 – 24). Nela, há momentos em que ouvimos a fala do Senhor e há momentos em que a comunidade aclama ou responde àquilo que ouviu. Isso requer de nossa parte: atitude de fé, de acolhida, de profunda escuta; requer a disposição para entrar em diálogo e comunhão com o Deus da Aliança.


É preciso redescobrir a Liturgia da Palavra como um diálogo vivo e atual de Jesus com os seus discípulos, um diálogo amoroso, através do qual o Senhor vem alimentar nossa esperança, podar nossos vícios, aprofundar nossa fé e colocar a comunidade com mais firmeza no caminho do Reino.

Sugestões celebrativas:

• A Liturgia da Palavra não é apenas um momento de se ouvir falar de Jesus ou de acompanhar leituras que falam Dele; é o próprio Jesus que, estando no meio de nós, fala à comunidade reunida. Sua Palavra tem a força de nos curar, converter e transformar. Por isso, nas comunidades despertem as pessoas ao costume de ouvir as leituras com amorosa atenção, se possível, sobretudo o Evangelho, não acompanhando sua leitura nos folhetos, pois “quando se lêem as Sagradas Escrituras na Igreja, é Cristo que nos fala” (SC 07).

• Criem nas comunidades o ministério dos leitores e salmistas. Não peguem leitores de improviso. Promovam constantemente a formação bíblica, litúrgica, espiritual e técnica dos leitores e salmistas. Invistam nos sistemas de som das Igrejas e no uso adequado de microfones e instrumentos musicais.

• “A Igreja sempre venerou as escrituras divinas, como venerou o próprio Corpo do Senhor, porque, de fato, principalmente na sagrada liturgia, não cessa de tomar e entregar aos fiéis o pão da vida, da mesa tanto da Palavra de Deus como do Corpo de Cristo” (DV 21). Haja, em toda comunidade, uma mesa da Palavra (ambão) de onde serão feitas as leituras bíblicas e cantado o salmo responsorial e, se oportuno, feita a homilia e proferida as preces dos fiéis.

Como Se Tornar uma Freira

 

4 Métodos:Pré-requisitos para Tornar-se uma FreiraO Discernimento InicialO Processo de IniciaçãoTornando-se uma monja Budista (Bhikkhuni)

A decisão de fazer parte da vida religiosa como uma freira exige oração, pesquisa e discernimento para saber se Deus está mesmo lhe chamando para exercer a sua vocação nesta vida. As freiras são um grupo ainda admirado e respeitado. Se você acha que esta é a sua missão, confira as dicas a seguir para responder a esse chamado especial.



Método 1 Pré-requisitos para Tornar-se uma Freira



1
Ser solteira. Aqui subentende-se que você já sabe que é preciso ser mulher e católica, mas além disso, é necessário ser solteira. Caso você seja casada, uma anulação reconhecida pela igreja católica deve ser obtida. Já as viúvas são vistas como solteiras aos olhos da Igreja.
Ao tornar-se uma freira, você recebe um anel que demonstra o seu casamento com Deus. É por isso que você não pode ter outro relacionamento, o qual seria uma distração para o chamado de Deus.



2
Respeite os limites de idade. Nos velhos e bons tempos, a maioria das freiras já vinha saída direto do colegial ou da faculdade. Hoje em dia, qualquer idade dos 18 aos 40 é aceita. Em certas circusntâncias, mulheres com mais de 40 são aceitas - isso depende da comunidade que você escolher para integrar.
Normalmente a maioria das comunidades religiosas estimulam seus membros a terem ensino superior. A experiência de vida e a profissional também são levadas em consideração.


3
Espere até que seus filhos alcancem a maioridade. Ao juntar-se a uma comunidade, você não pode ter nenhum dependente. Muitas freiras têm filhos - mas são todos adultos.


4
Esteja em boa condição física e financeira. Em outras palavras, você deve estar livre de dívidas e com a saúde em dia. A maioria das instituições preferem candidatas que não estejam envolvidas em outras pendências, as quais poderiam atrapalhar na devoção a Deus.
Se você tem dívidas, não deixe que isso ponha suas aspirações por água abaixo. Caso você encontre uma comunidade da qual realmente gostaria de ser parte, procure a ajuda da diretora da comunidade para orientá-la a resolver esse problema.



Método 2 O Discernimento Inicial



1
Converse com as freiras. Quanto mais mentoras para orientar e dar dicas, melhor. Assim fica mais fácil conseguir uma idéia mais clara de como é ser uma freira e como é a vida dos membros de uma comunidade religiosa. Caso você não consiga ter acesso a um grupo, busque informações com o padre da sua paróquia ou com as pessoas mais ativas na comunidade da sua igreja.
Em geral, você pode optar por um dos três tipos de comunidades religiosas: Comunidades Contemplativas, comunidades apostólicas tradicionais ou não-tradicionais.
As Comunidades Contemplativas têm o foco na oração. Seu estilo de vida é mais sereno, propiciando a meditação. Costumam ser mais isolados do que os apostólicos.
As comunidades apostólicas tradicionais trabalham com as áreas da saúde e da educação. Muitas freiras podem ser encontradas em escolas ou ajudando em hospitais ou postos de saúde.
Já as comunidades não-tradicionais prestam serviços para os grupos mais marginalizados, tais como os sem-teto, os presidiários e os portadores de HIV/AIDS.



2
Pesquise na internet. Você vai ficar surpreso em ver que os conventos aderiram à tecnologia! Há até mesmo sites que permitem que você baixe músicas e acompanhe blogs! Há até mesmo uma página no Facebook chamada Freira do Rap, o qual mostra o trabalho da Irmão Inês. Ela usa a música para ajudar jovens delinquentes a começar uma vida nova.
O site do mosteiro Carmelita dos Sagrados Corações você encontra mais detalhes sobre como contatá-los, dos requisitos necessários e da doutrina a ser seguida. É útil para quem quer aumentar o conhecimento sobre o assunto antes de tomar uma decisão definitiva.
Outros sites interessantes: o da Canção Nova e Padre Paulo Ricardo. Eles trazem cursos e informações sobre orientação vocacional religiosa.
Vale visitar também o site da Congregação Cristã do Brasil e o comshalom.
Para um retrato do impacto causado por freiras jovens nos conventos atualmente, digite “freiras jovens mudam os conventos”. Você terá acesso a uma reportagem da revista Veja. Ela é bastante completa e esclarecedora.


3
Frequente o convento onde a Madre Superior mora ou a comunidade religiosa mais próxima. Assim pode-se conseguir contatos e informações sobre eventos - os quais propiciarão mais contatos. E tudo sem compromisso - você não é obrigada a fazer parte de nenhuma organização. Mas frequentar esse ambiente é uma excelente forma de abrir portas para você no círculo religioso.
A wikipédia traz uma lista com os 391 institutos religiosos e sociedades de vida apostólica. Basta digitar “lista de ordens religiosas católicas” no Google e você verá o link para o site.


4
Entre em contato com as comunidades que despertaram o seu interesse. Cada uma é única (não só no propósito principal como também no tamanho, rotina, etc). É melhor informar-se diretamente com a instituição para ter certeza de que você está escolhendo a que mais combina com você. Procure contatar mais de uma instituição como parte do processo de discernimento.
Caso você conheça uma freira dentro da sua comunidade, aproveite e converse com ela. Caso contrário, você pode contatar a diretora da comunidade.


5
Procure entrar em contato com dois ou três diretores. Uma vez que você conseguir contatar os líderes das comunidades que despertaram o seu interesse, você vai começar a participar de mais atividades. Você ainda não tem a obrigação de se juntar a nenhuma.
Você vai provavelmente explorar o campus da comunidade, participar de retiros espirituais, aprender mais sobre as atividades em grupo e ajudar em eventos comunitários. Você vai conhecer as irmãs e ver se essa comunidade é a mais apropriada para você.



Método 3 O Processo de Iniciação



1
Escolha uma comunidade para a qual deseja dedicar-se. Com a diretora para lhe orientar, tudo o que você tem a fazer é deixar claro que você pretende se comprometer seriamente. A instituição então irá avaliar o seu caso. Serão discutidos assuntos concretos como datas, lugares e procedimentos, além de uma reunião com a diretoria.
O processo pré-seletivo (no qual ambas as partes estão interessadas e trabalhando juntas) pode levar de 1 a 3 anos. Você precisa ter certeza absoluta do que quer na vida - esse é um compromisso verdadeiramente sério.


2
Hora de começar o processo seletivo. Ele também é conhecido cmo postulado. Você já trabalhará com as outras irmãs, mas arcando com as próprias despesas (é por isso que você deve ter uma situação financeira razoável antes de começar).
Para dar início a todo o processo, deve-se escrever uma carta. Ela deve deixar claro o seu interesse em fazer parte da comunidade. O processo seletivo normalmente dura de 6 meses a 2 anos e termina quando ambas as partes considerarem que já é a hora.


3
Junte-se ao postulado. Até aqui você já terá se tornado um membro da comunidade, mas sem um compromisso definitivo. Você será chamada de "Noviça". Pelas leis da Igreja, esse período dura 1 ano, mas muitas instituições levam até 2 anos. Parte do motivo que faz com que o processo demore é para que você não tenha dúvidas de que está tomando a decisão certa para si mesma..
O segundo ano normalmente é reservado para os estudos e o trabalho na comunidade. No final desta fase, você pode voltar a ter uma vida leiga ou continuar com os seus votos religiosos.
Algumas congregações de irmãs pedem que a Noviça escolha o nome de um santo ao fazer os votos públicos. Mas pode ser também que você mantenha o seu nome de batismo. Isso depende da congregação.


4
Faça seus primeiros votos. Uma irmã religiosa faz apenas votos temporários que são renovados a cada ano até o ofício final. Isso pode ser feito por 5 a 9 anos (dependendo da organização), mas muitas não chegam a usar o período máximo permitido.
Esta é a fase na qual você pode ter o cabelo cortado. Caso você tenha tido dúvidas antes, agora é a hora da verdade! Você receberá um véu preto, um novo nome e um capuz com limpel após prometer obediência e fidelidade ao Senhor.


5
Faça seus votos finais. Se você está pronta para fazer os votos permanentes à Igreja, agora é a hora. Uma cerimônia inesquecível será realizada, na qual você receberá uma aliança e outros adornos simbolizando a sua promessa para o mundo. Parabéns! A sua nova vida está apenas começando.



Método 4 Tornando-se uma monja Budista (Bhikkhuni)



1
Pré-requisitos. Para que uma mulher possa tornar-se uma bhikkhuni, ela deve ter vários pré-requisitos. Eles são normalmente bastante práticos.
Ela não pode estar grávida ou amamentando
Caso ela tenha filhos, ela deve se responsabilizar em encontrar outra pessoa competente para cuidar das crianças.
Ela deve ter saúde física e mental.
Ela não pode ter dívidas ou outras pendências.


2
Pesquise os diferentes monastérios. Eles variam em tamanho (de muito pequenos a enormes) e podem ser encontrados tanto em áreas rurais como em cidades grandes. Assim que encontrar um que desperte o seu interesse, deixe claro que você gostaria de treinar ali. Cada comunidade tem regras diferentes, mas a maioria exige um treinamento que dura algumas semanas.


3
Início do estágio para pré-postulado. Caso você tenha gostado do monastério e eles tenham apreciado a sua presença, pode ser que peçam para que você volte depois de completar o seu treinamento. É durante esse meio-tempo que você aprenderá os preceitos budistas. São 5 preceitos para leigos, além de mais 3 (conhecidos como votos upasika.
Ainda não é preciso raspar a cabeça. Mas você terá que usar roupas brancas ou brancas com pretas. Esta fase dura de algumas semanas a alguns meses.
Os preceitos (ou Garudhammas) são os seguintes:
Ela não deve fazer mal a nenhum ser humano ou outro ser vivo.
Ela não deve roubar.
Ela deve ser sexualmente abstinente.
Ela não deve mentir ou enganar.
Ela não deve consumir bebidas alcoólicas e nem usar nenhum tipo de droga.
Ela deve comer apenas nos horários apropriados.
Ela não deve cantar, dançar ou usar cosméticos ou perfume.
Ela não deve dormir mais do que o necessário e nem passar o tempo em lugares luxuosos.


4
Torne-se uma candidata ou Anagarika. Essa palavra significa literalmente "a sem-teto," uma vez que você terá abandonado o seu lar para dedicar-se à vida de monja. Você terá que raspar a cabeça, usar vestimentas brancas e preservar os 8 preceitos. Essa fase pode durar de 6 meses a vários anos, dependendo da sua situação.
Nesse estágio, você ainda é considerada uma leiga. Você ainda pode administrar o próprio dinheiro e a arcar com as próprias despesas. Mas alguns gastos já serão compartilhados com outras mulheres na mesma posição que a sua.
Pratique meditação. O "Brahma Viharas" da Bondade e Amor (Metta), a Alegria da Gratidão (Mudita), Compaixão (Karuna) e a Equanimidade - a capacidade de manter as emoções sob controle tanto nas adversidades como nos momentos de alegria (Upekkhā). Todas são formas de meditação muito importantes a serem desenvolvidas.


5
Qualifique-se para tornar-se uma samaneri, ou noviça. Essa é a hora em que você entra para o pabbajja, ou seja, a vida monástica. Dependendo da comunidade, os requisitos quanto à idade e tradições pode variar. Alguns países pedem que os membros passem por um período de estágio antes do pabbajja começar.
Agora você deve comprometer-se com os 10 preceitos das noviças, e um deles é não usar o dinheiro. Pode ser também que você seja proibida de dirigir. Um membro mais velho será designado para ser o seu mentor.


6
Faça os votos Bhikkuni. Eles são conhecidos também como a ordenação mais alta. Com a permissão do seu mentor (após um determinado período de tempo que vocês combinaram entre si), você pode pedir para tornar-se uma Bhikkhuni completamente preparada. 20 pessoas devem testemunhar a cerimônia na qual você será ordenada com o impressionante número de 311 preceitos.


7
Torne-se uma Theri ou Irmã Mais Velha. Após mais ou menos 10 anos, você irá começar a ser uma mentora também. Com o tempo, você pode voltar a viajar para onde desejar e trabalhar com diferentes mentores ou manter-se fiel ao mesmo mentor para o resto da vida. Passados 20 anos, você será designada como uma Mahatheri ou Grande Irmã.

Dicas
A maioria das ordens cristãs exigem que você tenha pelo menos 18 anos e não mais do que 40 (apesar de ser possível abrir exceções).
Uma das principais diferenças entre freiras católicas e freiras cristãs ortodoxas (e padres) é o fato de que as católicas (por exemplo, as Barnabitas, as Carmelitas, as Franciscanas, etc). Já as freiras ortodoxas são consideradas simplesmente 'freiras.' Elas moram em conventos como as católicas mas não pertencem a nenhuma ordem religiosa específica.
A maioria das ordens de freiras budistas pedem que você raspe a cabeça

A Igreja e o carnaval: o cristão pode "brincar" o carnaval?



O CRISTÃO PODE participar das festas do carnaval? Muitos o perguntam, todos os anos, e há muita confusão a respeito do assunto. A dificuldade está no fato de que a Igreja não tem uma prescrição oficial a respeito, ao menos não há documento que fale explicitamente, textualmente, do carnaval propriamente dito. Ou será que a realidade não é bem essa?

Antes de tudo, precisamos reconhecer que existem festejos e grupos carnavalescos, principalmente em cidades interioranas e em Estados fora do eixo Rio-São Paulo, que comemoram o carnaval de maneira tranquila e saudável, e não é impossível encontrar ambientes onde se toque música decente e se encontrem pessoas que querem apenas descontrair, sem necessariamente cair nos abusos. Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube familiar para se divertir um pouco. Este artigo procura tratar o carnaval a partir de um ponto de vista mais genérico. Estamos falando daquilo que mais comumente se entende por carnaval, de suas origens e suas consequências.

Esclarecidos estes pontos, afora exceções e falsos moralismos, vemos que não é assim tão difícil responder à pergunta que dá título a esta postagem, afinal. Enquanto cristãos, temos direito à hipocrisia? Até que ponto? E até que ponto é correto dizer que a Igreja silencia quanto ao tema carnaval?

É verdade que os documentos oficiais da Igreja não falam literalmente, como dissemos, do carnaval; mas diversos deles tratam, sim senhor, da obrigação que temos de evitar as ocasiões de pecado, e do quanto é isso importante. Ocasião de pecado é toda circunstância, coisa, lugar ou pessoa que estimule as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar. – E atire a primeira pedra quem for capaz de afirmar, conscienciosamente, que os bailes e festas de carnaval atuais não são ocasiões mais do que propícias para todo tipo de pecado.

Não. Não há como negar que, falando no linguajar atual, os bailes e festas de carnaval que temos hoje são "mega-ocasiões" para o pecado! Vemos assim como a questão não é tão complexa. Na realidade, estamos tratando de coisa muito simples.


Verdadeiramente, segundo a Sã Doutrina de sempre da Igreja Católica, sob o patrocínio de Santo Afonso Maria de Ligório, "expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência".

E é por esse caminho que vemos, hoje, a cristandade como que a se derreter, aniquilando-se a si mesma, como cera próxima do fogo. A necessária reforma das consciências cristãs requer necessariamente que se restitua às almas o horror pelo pecado. Não é possível querer ser cristão e continuar brincando com a própria salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do inferno que são as ocasiões próximas de pecado. Assim, pergunta a Sagrada Escritura: “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pr 6,28).

E como já dizia um velho e experiente diretor de almas: “Em fugir ou não fugir da ocasião, consiste o cair ou não cair no pecado”. E este mesmo autor faz uma curiosa observação:


“Somos muitas vezes nós que tentamos ao diabo! Por quê? Porque somos nós os que buscamos a ocasião, os que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar é, em vez de o diabo nos tentar a nós, tentarmos nós ao diabo...” (Pe. Manuel Bernardes, Sermões e Práticas, II)
Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado. São como que as emboscadas onde a todo momento aquela antiga serpente prepara o bote. Logo não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões ou a morte espiritual.

Adverte-nos, ainda, Sto. Afonso de Ligório:


“Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: 'infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!'. (...) O Espírito Santo diz: 'Quem ama o perigo, nele perecerá' (Eclo 3,27). Segundo Sto. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. S. Bernardino de Sena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.
(...) S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: 'Vosso adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar' (1Pd 5,8). S. Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘Eis a porta pela qual poderei entrar’, e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as formas das coisas santas e as promessas feitas a Deus.
(...) É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer.
(...) Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fl 2,12): 'Com temor e tremor operai a vossa salvação'. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará."
(LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã, comp. de textos do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, CSSR, 4ª edição, Petrópolis: Vozes, 1955, pp. 44-48)


Sobre a festa do carnaval

Muitos imaginam que o carnaval tem origem brasileira, mas a festa existe desde a Antiguidade. De fato, não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular coletiva, transmitida através dos séculos como herança de antiquíssimas festas pagãs realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga).


Dentre os pesquisadores, correntes diversas adotam prováveis origens diferentes. Há os que defendem que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10000 aC), homens e mulheres pintavam rostos e corpos e entregavam-se à dança, festa e embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito em honra à deusa Ísis (2000 aC).


O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.


Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. - Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.


No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não "adotou" o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na Quarta-feira de Cinzas.


Como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve nisso um grande sucesso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não veremos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, mortes... Excessos de todo tipo, enfim.


Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido da palavra santo é "outro" ou "separado". Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus. O carnaval não é exceção.


Sempre é oportuno lembrar o que diz S. Paulo Apóstolo:

“Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (1Cor 10,19-22)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Deus tem o melhor para mim e você


A vontade de Deus é a melhor! Ela é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2b).

Muitas vezes é difícil para nós enxergarmos que Deus tem o melhor para nós, em todas as coisas, tanto nos momentos em que tudo está bem ou nos momentos de dificuldades. Mas se tivermos fé poderemos enxergar até nas situações ruins o melhor de Deus.

Se tivermos fé veremos que uma pequena nuvem é sinal de abundante chuva, poderemos ver que é possível a água se transformar em vinho, e até uma pequena pedrinha derrubar um gigante. Tudo isso para amadurecermos nossa fé nele e glorificar-lo.

Não viva por vista, viva por fé!
È necessário passar pelo inverno para chegar a primavera; é necessário atravessar o mar e o deserto para chegar na boa terra; e escalar a montanha para chegar ao topo. Em tudo Deus tem um propósito, apenas viva dia após dia na vontade dele, caminhando passo a passo, subindo degrau após degrau, porque com Deus é certo que você chegará ao topo.

Porque com está escrito em I Coríntios 2: 9 “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”
Deus já preparou tudo para aqueles que o amam! E não é coisa pequena não. É nada menos que o melhor. É mais do que sonhamos, mais do que imaginamos. Nós podemos até saber o que é bom para nós, mas Deus sabe o que é melhor. O que você deseja o bom ou o melhor?
Esse versículo é uma promessa para aqueles que amam o Senhor Jesus.

Você ama o Senhor Jesus? Sim!!!
Então saiba que Deus já preparou o melhor para você! Espere e confie nele.




Lídia Veras

Arcebispo de Natal fala da situação do sistema carcerário

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Por que nós chamamos a Virgem Maria de Rainha e de Senhora?

As Sagradas Escrituras indicam que, em toda a história da família de Davi, o rei sempre esteve acompanhado por uma rainha mãe. De que forma isso se refere a Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua mãe, Maria Santíssima?


Descubra neste episódio de "A Resposta Católica" por que nós católicos chamamos a bem-aventurada Virgem Maria de Rainha e Senhora.

O Papa Pio XI, através da Encíclica Quas Primas, recordou um ensinamento precioso da Igreja acerca da Pessoa de Jesus: Ele é Rei. E é exatamente nisto que se fundamenta a tradição bimilenar dos cristãos de conceder à Virgem Maria os títulos de "Senhora" e "Rainha". Se Jesus é o Rei profetizado e exaltado desde o Antigo Testamento, Maria é a Rainha Mãe, a figura maternal que aparece junto dos reis ao longo de quase toda a Sagrada Escritura.

A instituição da Rainha Mãe surge, pela primeira vez, na descendência da casa da Davi, nos reis que vieram após o seu reinado. Depois da morte de Salomão, contam as Escrituras, houve uma divisão do povo de Deus: o reino do norte, que se separou e perdeu a descendência davídica, e o reino do sul, no qual permaneceu o reino de Judá.

Os 20 reis descendentes de Davi - que vieram após Salomão - sempre são lembrados juntos com suas mães. Isso comprova a afirmação feita anteriormente: Sim, a rainha mãe é uma instituição típica da Casa de Davi. Por terem muitas mulheres, era impossível àqueles reis escolher somente uma das esposas para reinar ao lado deles. A saída acabava sendo reinar junto à mãe. Para isso, ela recebia o título de gebirah.

Essa designação aparece 13 vezes no Antigo Testamento em referência à Rainha Mãe. Mas não somente no reino de Davi. No Egito, por exemplo, e em outros povos da região também. Vê-se então a importância dessa figura para a história e para a reta compreensão das profecias sobre Jesus, o verdadeiro herdeiro do trono.

Para se ter ideia, na narrativa bíblica sobre a entronização de Salomão percebe-se claramente a reverência do rei pela mãe Betsabé, quando esta vem visitá-lo. O livro de I Reis, capítulo 2, versículo 19, diz:
"Betsabé foi, pois, ter com o rei para falar-lhe em favor de Adonias. O rei levantou-se para ir-lhe ao encontro, fez-lhe uma profunda reverência e sentou-se no trono. Mandou colocar um trono para a sua mãe, e ela sentou-se à sua direita"


Essa atitude de Salomão remete imediatamente ao Salmo 44: "posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir." Essa rainha é a gebirah, a rainha mãe. Os hebreus mantiveram essa tradição até o exílio da Babilônia, quando não havia mais rei. A partir dessa época, começa-se a esperar a vinda do novo filho de Davi, o messias.

Quando o Anjo Gabriel visita a Virgem Maria e lhe revela os planos de Deus, fala que Jesus herdará "o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó". Ademais, saúda Maria, dizendo "Ave, cheia de Graça". Gabriel está saudando a rainha mãe, a mãe do "Filho do Altíssimo", cujo "reino não terá fim." Do mesmo modo também diz Isabel, quando Maria chega a sua casa para ajudá-la: "Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Cf. Lc 1, 43)

É óbvio que nem Jesus nem Maria tiveram uma vida de rei aqui na terra. Ambos viveram na completa simplicidade e pobreza, como atestam as páginas dos Evangelhos. O verdadeiro reinado de Cristo se dará apenas no céu, pois não pertence a este mundo. No apocalipse de São João se encontra alguns traços desse reinado. E é também nesse mesmo livro que a Virgem Maria surge mais uma vez como rainha, "uma Mulher revestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas." (Cf. Ap 12, 1) Uma rainha mãe!

Alguns protestantes ficam perplexos perante essa interpretação da Igreja. A mulher, nesse caso, seria apenas um simbolismo da antiga cidade de Israel e das doze tribos. Ou então uma alusão à Igreja triunfante sendo coroada no céu. Mas afinal, qual foi o ventre que trouxe Jesus à humanidade? Por mais absurdo que pareça ser, as palavras do apocalipse não falam de outra pessoa que não Maria. Ela pode, sim, simbolizar a Igreja triunfante ou a antiga cidade de Israel, todavia, é ela o primeiro personagem da narrativa, não os outros.

Chamar Maria de "Senhora" e "Rainha" não significa, por outro lado, transformá-la em Deus. O senhorio de Maria é totalmente diverso do de seu Filho. Jesus é Adonai, Senhor no sentido de que Ele é Deus, absolutamente acima de todas as criaturas. Portanto, chamar Jesus de Senhor é reconhecer sua natureza divina; chamar a Virgem Maria de Senhora é reconhecê-la como a Rainha Mãe.

REBELIÃO NA IGREJA, EXISTIU E EXISTE

 

A Bíblia Sagrada relata um fato ocorrido no Livro de Números, Capítulo 16, aonde alguns homens tomado por um espirito de rebelião se levantaram contra as autoridades espirituais, Moisés e Arão, para afrontá-los. É uma história triste, por que as atitudes desses homens trouxeram problemas não somente para eles, mas, também, para suas famílias. A ação dos rebeldes foi destronada pelo próprio Deus, fazendo com que a terra os consumisse. O espirito de rebeldia tem agido dentro das igrejas, da mesma maneira que outrora. A diferença é que os rebeldes agem, simplesmente, por que, apesar de frequentar uma igreja, ser chamado de crente, ainda não foi liberto da ação de demônios. Eles não aceitam submeter a nenhuma autoridade, pois julgam superiores aos demais membros do corpo. O rebelde tem vida curta, pois, dentre as atitudes de homens cuja vida foi reprovada por Deus, o espirito de rebeldia, alcança lugar de destaque. Satanás caiu, dentre os vários motivos, não devemos esquecer de seu levante contra o Senhor.

 Mirian e Arão, também, se levantaram contra a autoridade de Moisés. Como todo rebelde, sua argumentação sempre tem um pressuposto que justifica suas atitudes. O argumento precípuo de Arão e Mirian, foi o casamento de Moisés com uma mulher cuxita e, em seguida, os questionamento: Porventura o Senhor falou somente por Moisés? Claro que não, mas Deus, também, não fala com rebelde. O levante de Mirian, causou ao seu corpo a lepra. Sempre que se vê um caso de rebelião na Bíblia, a ação de Deus contra o rebelde é vorax.


Tenho visto muitos casos de rebelião dentro de Igrejas. Os rebeldes se acham no direito de agir conforme a sua vontade e pensam que Deus está com os olhos fechados para suas atitudes, não sabendo que cedo o juizo de Deus virá sobre eles. Parece que não sabem que suas atitudes o afastaram de Deus e, agora, nem mesmo suas orações, são ouvidas conforme descreve Habacuque 1,13: "Tu és tão puro de olhos, que não pode ver o mal e a vexação não podes contemplar". Lembre-se, Uzá tinha a boa vontade, impediu a Arca da Aliança de cair do carro puxado pelos bois, entretanto, mesmo assim perdeu a sua vida. Eles acreditam que a boa vontade agradam a Deus, mas, são reprovados. Mirian necessitou que Moisés clamasse ao Senhor para que a cura se manifestasse em seu corpo. As atitudes dos rebeldes impedem que suas orações cheguem ao coração do Pai.


O rebeldes atuam nas igrejas e da mesma maneira que satanás, geralmente obtém êxito no seu papel de convencer a membresia sobre as razões que o levaram a tomar essa atitude conseguindo, assim, arrebanhar um grande número de seguidores, desta maneira contrinuem para sua destruição de muitos ministérios. Tanto o líder rebelde como seus seguidores, necessitarão, primeiramente, de arrependimento e do perdão de Deus e da mesma maneira que Moisés teve que interceder junto ao Pai por Miriã, assim, aqueles que foram tomados pelo espírito de rebeldia, que destruiram congregações, terão que clamar a Deus para que a cura possa se manifestar em seu corpo, na sua alma e na sua igreja, quando o juizo de Deus se manifestar. 

Deus não mudará sua Palavra para se adequar a procedimentos de homens desobedientes. Não há justificativa para tal posicionamento. Pecado de rebelião é como o pecado de feitiçaria. Rebelde é como feiticeiro e suas atitudes são abomináveis diante de Deus. Satanás rebelou contra Deus e todos aqueles que o seguiram, as escrituras os denominam de demônios.

Quando vemos imagens de rebeliões em presídios, diz: "Deu toma conta" e se esquece que dentro da própria igreja que é lugar de oração e santidade, temos nossas rebeliões, quando se junta um grupinho, para falar mal dos padres, grupos, pastorais e movimentos que pertence a igreja. Quando estou dentro da igreja e o meu coração fora dela, quando não aceito o irmão que quer pertencer um grupo, pastoral e movimento e o excluímos.

Gente, aqui ninguém é melhor que ninguém. Aprendamos acolher, assim como Jesus fez, sem acepção de pessoa.

A Bíblia nos diz: Apartai-vos a aparência do mal. Não se junte com homens rebeldes, não seja conivente com pessoas que falam mal de seus pastores e de sua igreja, que propõe se rebelar. Certamente Deus não te terá por inocente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

VEM AI O VII RETIRO DE CARNAVAL EM ALTO DO RODRIGUES


Por todo o país – de norte a sul – uma onda de alegria e animação contagia as pessoas, afinal é carnaval. Mas há quem prefira passar de forma diferente estes dias de folia. Há quem suspire por uma alegria verdadeira. E não são poucos, estima-se que grande parte da população brasileira deve passar o carnaval em retiros e encontros cristãos.
Em Alto do Rodrigues-RN e região esse número também é grande, inclusive, este ano, é grande também o número de retiros e encontros de Carnaval. A RCC Jesus Sacramentado de Alto do Rodrigues, organizador do evento que ja está no seu VII ano.  Esse retiro é um momento de avivamento  com experiência carismática e forte presença da cultura de pentecostes.

O que aguarda os foliões? Muita música, dança, alegria de verdade, amizade, paz, celebração do santo sacrifício da missa, pregações, momentos de oração, adoração, e aquela experiência que se faz cada vez que entramos em um grupo de oração: o batismo no Espírito Santo. Este ano, todos os encontros de carnaval da RCC têm como inspiração o tema ““Meu espírito exulta de alegria (Lc 1,47)”
Vamos “entrar em contagem regressiva, pendido proteção nas contas do rosário ”? Já que Alto do Rodrigues também é conhecido por ser “A terra da Virgem do Rosário”, 


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Dom Edilson Soares Nobre e nomeado bispo para Oeiras (PI):




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Cidade do Vaticano (RV) – Depois de um ano vacante, a Diocese de Oeiras (PI) ganhou um novo bispo esta quarta-feira (11/01). O Papa nomeou o Pe. Edilson Soares Nobre, atualmente Vigário Geral da Arquidiocese de Natal (RN).



Dom Edilson nasceu em 9 de maio de 1965 em Touros (RN). Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior “São Pedro”, em Natal e Comunicação Social na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma. Foi ordenado em 1991.

Desempenha várias atividades na Arquidiocese de Natal: além de ser Vigário Geral, é Pároco da Paróquia de Sant'Ana - Campim Macio; Coordenador Arquidiocesano do Setor de Comunicação; Membro do Colégio de Consultores; Membro do Conselho Episcopal; Membro do Conselho Presbiteral e Membro do Conselho de Assuntos Econômicos.

O município de Oeiras se localiza no centro do estado do Piauí e tem cerca de 37 mil habitantes.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Problemas do casamento



O relacionamento humano mais profundo que pode haver neste mundo é o que se dá no casamento. Deus quis fazer o homem e a mulher “à sua imagem e semelhança” para juntos, como “nascente da vida”, serem uma expressão da própria realidade de Deus Uno e Trino. Este deve ser o desejo de cada um: “A minha felicidade será fazer-te feliz”.

Deus é amor, e quis que o amor fosse a marca do relacionamento humano que gera a vida; quis que na união profunda do casal, no ato sexual – “sereis uma só carne” – eles experimentassem o êxtase do amor como primícias do amor pleno a ser vivido eternamente no convívio com o Criador.

Mas, o casamento foi ferido pelo pecado original, e por isso o relacionamento conjugal ficou prejudicado, mas não destruído. São Paulo mostrou bem na Carta aos Romanos a dura realidade do pecado: “Sabemos, de fato, que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado. Não entendo, absolutamente, o que faço, pois não faço o que quero; faço o que não quero” (Rm 7,14-25).

Mas é possível, com a graça de Deus, com o fruto da Redenção obtida por Cristo com sua morte e Ressurreição, o casal viver na paz e na alegria que Deus quis para ele, gerando os filhos de Deus.

A vida frutuosa e bela de muitos casais que chegam aos 30, 40, 50 anos de casados, e até mais, comprovam o que foi dito acima. É possível viver o casamento segundo o coração de Deus, mesmo hoje quando as paixões da carne são exaltadas e o egoísmo e o individualismo dominam cada vez mais as pessoas.

Se o casal se conscientizar da beleza e da grandeza transcendentes do casamento, se chegarem à maturidade humana e espiritual, o relacionamento deles poderá ser belo, frutuoso e feliz. Com a vontade fortalecida pela fé e pelo amor conjugal, é possível amar o outro com um amor definitivo e não provisório. Cultivando o diálogo, a paciência, a alegria, o bom humor, a coragem, a humildade, etc., é possível cumprir essa bela missão que Deus concedeu àqueles que desejam servir a Ele como casados.

Leia também: O verdadeiro sentido do casamento

Como pode resultar nulo um casamento?

Amor de verdade se conserta, não se joga fora

É no sofrimento que se descobre o sentido do casamento

O casamento não é uma “aventura”, e muito menos uma “curtição a dois”; é uma bela “missão” que Deus nos dá, e que exige homens e mulheres corajosos e fiéis ao Criador.

A sabedoria deverá ser o guia do casal para que encontre a felicidade. A sabedoria serve de freio à juventude, de consolo aos velhos, de riqueza aos pobres e de ornamento aos ricos, disse alguém. As divisões no casamento acontecem quando cada um busca a sua própria vontade e não o bem do casal e da família.

Assista também: Meu casamento está em crise. O que fazer?

Como lidar com os problemas no casamento?

A beleza do casamento está justamente na luta que o casal trava, cada um consigo mesmo e a dois, para superar os problemas e cumprir o que Deus quer para eles: “crescei e multiplicai-vos”.

Muitos e diversos são os problemas no casamento, e alguns surgem pela falsa noção do que seja a vida matrimonial, a falta de unidade do casal, a falta de um bom diálogo, o não saber corrigir o outro com amor. Além disso há o perigo das palavras mal usadas, o descontrole emocional, a tristeza não superada, o mau humor e o pessimismo, o desrespeito ao outro, a falta de humildade, o não saber perdoar e pedir perdão. É preciso cultivar o amor que cura.

Há também os problemas financeiros, a desorganização do lar, o uso errado do dinheiro, a preguiça, as reclamações e desânimos, um certo desencanto com o outro…

Também a educação dos filhos pode trazer conflitos para o casal, e, pior ainda a infidelidade conjugal, a displicência com o outro, a mentira, as comparações prejudiciais, os conflitos com os parentes do outro, a falta de cuidado com a aparência física, o medo, a falta de paciência, as brigas não resolvidas, a falta de harmonia sexual…

Mas tudo isso pode e deve ser vencido com a bênção de Deus que vem pelo sacramento do matrimônio, a oração frequente, o sustento da Palavra de Deus, etc. Tudo pode ser vencido pela oração.

Há problemas mais agudos, uma traição, um abandono do lar, a falta de conversão do outro, a infertilidade, etc. Mas nada disso deve destruir a beleza da unidade do casal. Jesus começou seus milagres num casamento em Caná, porque quer estar no lar de cada casal unido pelo matrimônio. E a Sua Mãe está também presente em cada lar onde Ele é amado; e Ela intercede por seus filhos.

Prof. Felipe Aquino